Adulteração de gasolina cai no RJ para 5,4% mas supera média nacional

Por ETCO

Autor: Ramona Ordoñez

Fonte: O Globo, 20/07/2007

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, informou ontem que a gasolina vendida no Estado do Rio fora das especificações, ou seja, adulterada, caiu de 7,2% no primeiro trimestre do ano para 5,4% em junho. Apesar da queda, o índice de não conformidade na gasolina vendida no estado ainda está acima da média nacional, que foi de 3,2%.

Para aumentar o combate à venda de combustíveis adulterados e à sonegação de impostos, a ANP assinou ontem com o Governo do Estado do Rio um convênio de cooperação técnica. O acordo permitirá uma ação conjunta entre a ANP e a Secretaria de Fazenda.


O secretário de Fazenda do Rio, Joaquim Levy, que participou da assinatura do convênio, disse não saber o volume exato de sonegação no setor de combustíveis, mas destacou que somente uma empresa que se beneficiava do diferimento de ICMS ao comprar gasolina na Refinaria de Manguinhos era responsável por uma perda estimada de arrecadação de R$ 6 milhões mensais.

ANP reclama que governo anterior não fez convênio


Na solenidade, Haroldo Lima fez críticas aos governos anteriores de Rosinha e Garotinho, que, segundo ele, não aceitaram fazer convênio com a ANP para combater a sonegação.


” No Rio de Janeiro temos tentado há algum tempo fazer esse convênio e não conseguimos. Em diversos estados conseguimos, e no Rio não — destacou Haroldo Lima.

Segundo o diretor-geral da ANP, o nível de adulteração da gasolina do estado difere bastante entre as regiões. Em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, alcança 5,5%, enquanto em Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti, o nível de gasolina adulterada é de 8,3%.


Na cidade do Rio, a região com maior índice de não conformidade na gasolina é a que reúne os bairros de Bonsucesso, Penha e Irajá, que alcança a taxa de 8,6%. Na Ilha do Governador, em Botafogo e na Tijuca, o índice é de 1,8%.