Apreensões (sempre) em alta
Fonte: O Estado do Paraná – Curitiba/PR – 19/08/2010
A Delegacia da Receita Federal do Brasil (RFB) em Foz do Iguaçu divulgou, nesta quarta-feira, seu relatório de apreensões referente ao mês de julho. No mencionado período, o acréscimo em relação ao balanço de julho de 2009 foi de 48%.
De acordo com o levantamento, que encontra-se detalhado na figura acima, as apreensões de contrabando e descaminho no sétimo mês do ano totalizaram US$ 12,3 milhões, com os eletrônicos representando maior volume (US$ 3,1 milhões) e superando, por US$ 23 mil, o valor das apreensões de veículos.
Outra conta que chama a atenção é a dos cigarros apreendidos, com US$ 1,3 milhão de valor estimado. Para entender a real dimensão deste número, porém, seria preciso somar as apreensões da RFB com as realizadas pelas corporações policiais que atuam na região. Aí sim teríamos um indicador conclusivo.
No acumulado do ano, o valor de todos os produtos e veículos apreendidos pela RFB já chega a US$ 61,5 milhões, contra US$ 42,6 milhões dos primeiros sete meses de 2009. Tal volume representa 45% de acréscimo e deve levar a entidade a superar com folga, mais uma vez, seu recorde anual na matéria.
Ante as impressionantes cifras, cabem sempre algumas perguntas: qual é a explicação para o fenômeno? É a circulação de mercadorias que está aumentando, ou a eficiência do trabalho da RFB?
A resposta para estas indagações é a segunda teoria, posto que, desde 1996, o volume de vendas e o faturamento do comércio de Ciudad del Este apenas decresce.
Leve-se em consideração, ainda, a pulverização das rotas do contrabando, que hoje passam por muito mais lugares do que a Ponte da Amizade e as estradas e rios do oeste do estado.
Enquanto isso, segue congelada, em Brasília, a aplicação da lei que irá, inclusive, facilitar o trabalho da própria RFB (Lei dos Sacoleiros). Como é possível notar, há muito mais coisas entre céu, gavetas e Terra, do que supõe a nossa vã filosofia.
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