Capturados 5 procurados por adulterar combustível
Fonte: Cruzeiro do Sul Online – Sorocaba/SP – 20/08/2010
O Grupo Antissequestro (GAS) de Sorocaba capturou cinco procurados que formavam uma quadrilha de adulteração de combustível. As prisões aconteceram nas cidades de Araçoiaba da Serra, Itupeva, Osasco e São Paulo, entre os dias 10 e 16 de agosto, de acordo com o delegado Rodrigo Ayres. O português Hugo Manoel Beijoca Patrão, 42 anos, seria o líder do grupo que adulterava combustíveis numa fábrica de solventes na rua Aurélia Luíza Maria Zanon, no Jardim Iporanga.
O centro de adulteração foi fechado em junho de 2005 e na época seis pessoas presas, incluindo o gerente de operações Darcy Vieira Antunes, que depois foi solto e novamente preso na semana passada. Os mandados de prisão temporária contra os cinco acusados haviam sido expedidos pela Justiça em 2008, mas para não serem encontrados a maioria mudou de cidade.
A acusação contra eles é de crime contra relação de consumo, crime contra ordem econômica, formação de quadrilha, produzir substância tóxica e constituir estabelecimento potencialmente poluidor. Os dois últimos crimes são de caráter ambiental. Para a prisão do grupo houve colaboração entre o GAS, Divisão de Capturas da Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
Segundo Rodrigo Ayres, Hugo usou o nome falso de Hugo Leston a fim de abrir a empresa HR Distribuidora de Produtos Químicos. Ele morava na cidade do Rio de Janeiro e foi preso em Itupeva, na região de Jundiaí. Na mesma cidade, o GAS prendeu Alfredo Morano Filho, 50. Rosely Magagnato Prado, 47, e Roberta de Medeiros Cunha, 34, constavam como sócias da distribuidora e também foram presas.
Roberta era uma espécie de laranja, pois emprestou o nome para a empresa que fraudava combustível. Mas segundo o delegado, ela sabia da ilegalidade. Como pagamento pelo nome recebeu R$ 2 mil mensais. Todos os cinco foram interrogados no GAS, que colheu novas informações de como funcionava o esquema de adulteração.
Com Hugo foram apreendidos cheques e documentos falsos com nome de Hugo Lesson da Silva, possivelmente para aplicação de golpes de estelionato. A Polícia Civil e o Ministério Público vão investigar as atividades dele no Rio de Janeiro e em Portugal, onde esteve antes de ter vindo ao Brasil.
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