Cartilha contra a pirataria vai orientar consumidor

Por ETCO
01/07/2010

Autor: Ronaldo Braga

Fonte: O Globo Online – 01/07/2010

Rio – Com o objetivo de conscientizar, dar dicas e orientar os consumidores na hora da compra, além de mostrar que a aquisição de produtos piratas é considerada crime, a Van itinerante da Comissão Antipirataria da Alerj estará amanhã, a partir das 10h, no Largo da Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, distribuindo a cartilha “Olho Vivo-Diga Não à Pirataria”. Técnicos da comissão também estarão tirando dúvidas dos consumidores.

O consumidor que quiser denunciar a comercialização de produtos piratas pode ligar para o Disque-Antipirataria, que atende através do 0800.282.6582, de segunda à sexta-feira, das 10h às 18h. O serviço computou durante a primeira quinzena de junho, um total de 48 ligações. Os campeões de denúncias foram os CDs, DVDs, artigos esportivos e medicamentos.

Centro da cidade, Madureira, Tijuca e São Gonçalo foram os bairros mais citados. Desde o início do ano o Disque-Antipirataria já recebeu 278 denúncias, que a partir de julho, serão encaminhadas para a Secretaria da Receita Federal para que os dados fornecidos sejam cruzados, com o objetivo de tentar identificar possíveis sonegações de empresas e lojas que tem seus produtos comercializados na clandestinidade.

– O número de produtos piratas comercializados na cidade aumenta consideravelmente. São brinquedos, roupas, produtos eletrônicos, lâmpadas e tênis vendidos sem nenhum tipo de certificação, o que prejudica o comércio legalizado – explicou Dionísio Lins, presidente da Comissão.

Ele disse, ainda que, os fiscais e técnicos da Comissão Antipirataria terão, inicialmente, uma missão educativa e não repressiva. Segundo o parlamentar, à cartilha têm a finalidade de conscientizar a população e investir na formação do “consumidor do futuro”, levando técnicos da comissão para as escolas públicas e particulares, onde realizarão palestras com o objetivo de preparar os jovens consumidores, além de fomentar discussões sobre o assunto.

– Para se ter idéia, uma pesquisa realizada pelo IBGE entre jovens cariocas, comprovou que 93,8% dos entrevistados compram produtos piratas e têm consciência que isso é ilegal. O motivo alegado por eles é o baixo custo dessas mercadorias – disse o parlamentar.

A pesquisa revelou, ainda, que embora saibam da ilegalidade do produto, esses jovens desconhecem os malefícios que os pirateados podem causar, assim como não estão atentos para os prejuízos econômicos e jurídicos que acarretam. Dionísio lembrou também que o Rio de Janeiro perde cerca de R$ 188 milhões em arrecadação todo o ano com a pirataria; além de deixar de gerar aproximadamente 18 mil novos empregos.