Combate ao grande negócio da pirataria

Por ETCO
21/02/2005


Jornal do Brasil, 20/02/2005


A pirataria movimenta anualmente, no Brasil, R$ 56 bilhões e provoca prejuízos de R$ 84 milhões à arrecadação, retirando ainda 2 milhões de postos de trabalho. Além disso, tem implicações comprovadas com o crime organizado. Para combatê-la com eficiência, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, do Ministério da Justiça, integrado por representantes do setor privado e governo – ministérios, Polícia Federal, Polícia Rodoviária, Receita Federal etc. – será dinamizado e passará a contar com o apoio de outras instituições, como a Fiesp, CNI e OAB, na condição de colaboradoras.


O secretário-executivo do Conselho, Márcio Gonçalves, ressalta o aumento de 92% na apreensão de produtos pirateados verificada no ano passado mas frisa ser preciso estabelecer uma estratégia conjunta para barrar o avanço da pirataria. Uma das metas será convencer as indústrias a reduzirem os preços dos produtos mais falsificados, cujo baixo custo atrai os consumidores, a despeito da má qualidade. A pirataria abrange hoje quase todos os setores produtivos, com destaque para os de bebidas, cigarros, fonográficos, informática, audiovisuais e combustíveis.


A guerra requer empenho e atuação nos setores de importação do contrabando, a recepção e a distribuição. No dia 26, em local mantido sob sigilo, o Conselho realiza reunião para definir o Plano Nacional de Combate à Pirataria.

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