Economia informal superou os R$ 730 bilhões em 2012, estima FGV

G1 – Rio de Janeiro/RJ – ECONOMIA – 10/07/2013

O Índice de Economia Subterrânea (IES) no Brasil, que mede o conjunto de atividades de bens e serviços que não são reportados ao governo, como ocorre no mercado informal, apresentou uma queda de 0,3 ponto percentual em 2012 na comparação com 2011, para 16,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco).

Apesar da queda percentual, houve crescimento em valor absoluto: a estimativa é que a economia subterrânea tenha superado os R$ 730 bilhões no ano passado, frente a R$ 702 bilhões em 2011.

De acordo com a entidade, a queda do IES vem ocorrendo desde 2003. Naquele ano, a economia informal representava 21% do PIB. Mas a melhor no indicador perdeu força. De 2010 para 2011, o IES recuara 0,8 ponto percentual.

“De um modo geral, apesar da redução do ritmo de queda do índice, o resultado ainda é positivo, pois é preciso levar em consideração que, mesmo com o baixo desempenho da economia no ano, a informalidade continua caindo”, afirmou, em nota, o pesquisador da Economia Aplicada do FGV/IBRE Fernando de Holanda Barbosa Filho.

“Essa desaceleração se deve, basicamente, ao recuo das contratações formais pela indústria e ao crescimento do setor de serviços, que é intensivo em mão de obra e está bastante dinâmico, mas tem níveis de informalidade maiores do que a indústria”, explicou.

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