Experts em pirataria
Fonte: Diário do Povo – SP – Campinas/SP – 04/06/2010
Polícia cria grupo de elite 1º DP de Campinas monta equipe especial para atuar na identificação e apreensão de produtos ilegais
Da Agência Anhanguera
Policiais do 1º Distrito Policial de Campinas estão fechando o cerco contra a pirataria, especialmente no Centro da cidade. Para isso, realizam cursos, palestras e seminários a fim de combater o comércio de produtos ilegais, que vão desde mídias e softwares, sem autorização do fabricante, até mesmo produtos como roupas, tênis, cigarros, entre outros. O objetivo de formar esse “grupo de elite”, conforme explica o delegado Antônio Eribelto Piva Júnior, é dar força ao trabalho antipirataria, que acontece em várias cidades do País. O último curso feito pelos agentes foi realizado na semana passada.
Piva explica que Campinas tem sido um dos focos constantes de atenção no combate aos produtos ilegais. Em maio, por exemplo, uma operação em uma loja de informática localizada no Centro resultou na apreensão de 34 mídias irregulares, números de código serial e um computador. “O objetivo é ter uma equipe especializada que saiba diferenciar os produtos a partir de denúncias e até mesmo em operações que os policiais deverão fazer constantemente”, comentou. Outras ações já foram realizadas em comércios da região central pra apreensão de materiais ilegais.
O delegado também explica que a especialização não é voltada apenas para pirataria de softwares (hoje um dos mais falsificados no País e na região), mas também para outros tipos de produto, inclusive os falsificados em época de Copa do Mundo, como camisetas, entre outros. “A pirataria de software é uma das modalidades e a pessoa pode até ser indiciada por violação ao direito autoral.”
De acordo com o delegado, somente nos últimos quatro anos foram apreendidos mais de 6 milhões de unidades de cigarro e mais de 5 milhões de CDs e DVDs piratas. A maioria dos produtos já foi destruída, após terem sido encaminhados para a Justiça.
SOFTWARE. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), o Estado de São Paulo perdeu, em 2008, cerca de R$ 1,3 bilhão apenas em função da pirataria de software. “E Campinas é uma das localizações mais afetadas, já que é um pólo comercial e de prestação de serviços”, disse o coordenador do grupo antipirataria da ABES, Antônio Eduardo Mendes da Silva.
Um estudo realizado pelo International Data Corporation (IDC) indica que se a pirataria fosse reduzida em 6%, seriam gerados cerca de 19,5 mil empregos diretos e indiretos, além de R$ 1,7 bilhão a mais no mercado e aumento de R$ 328 milhões em impostos.
Mercadoria chega do Paraguai
Segundo o delegado Antônio Eriberto Piva, muitos dos produtos ilegais também chegam a Campinas por meio de uma conexão com o Paraguai. Em abril, um caminhão com 450 caixas de cigarro contrabandeados foi parado por uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária de Taciba (SP). O motorista foi preso em flagrante por contrabando.
Aos policiais ele disse que recebeu R$ 2 mil para dirigir o caminhão de Foz do Iguaçu, no Paraná, até Campinas. O caminhão e a carga paraguaia foram apreendidos.
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