Formalização movimenta mercado do patchwork e artes afins

Fonte: SEGS – Portal Nacional de Seguros & Saúde –  09/09/2012
 
 
Desde julho de 2009, está em vigor o programa Microempreendedor Individual (MEI) do Governo Federal, que vem proporcionando aumentos significativos no faturamento para mais da metade dos empreendedores que se formalizam. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) e do Instituto Brasileiro da Ética Concorrencial (ETCO), a economia informal brasileira reduziu pelo oitavo ano consecutivo.
 
Para o consultor do Sebrae/PR, Claudinei Guilherme, essa mudança no cenário econômico pode ser explicada pelas facilidades que a formalização exerce sobre o negócio do microempreendedor. “A forte redução da informalidade é decorrente do aumento da carta de crédito disponibilizada pelas instituições financeiras. Para ter acesso ao sistema, é necessário que o empresário se formalize”, explica.
 
A expansão do emprego formal não é caracterizada, apenas, pelo fácil acesso às linhas de crédito, mas, também, pelo recolhimento de impostos com taxas reduzidas e benefícios previdenciários. “A preocupação maior do empreendedor é poder expandir seu negócio e isso é motivado por valores agregados, como poder emitir nota fiscal, vender seus produtos a outras empresas e recolher INSS”, afirma Guilherme.
 
Mercado artesanal
 
Nos últimos 10 anos, o mercado nacional de consumo de artesanato tem sido ampliado e se tornou referência pelas oportunidades de negócios. “Antes, o perfil dos quilters era de uma pessoa aficionada pelas artes manuais. Contudo, atualmente, muitos se tornam artistas por ocasião, iniciando as atividades sem interesse comercial, apenas com a finalidade de se distrair e encontrar pessoas. E, ao final, com o incentivo e apreciação de familiares e amigos, se profissionalizam e se tornam empresários do segmento”, explica Emília Aoki, promotora da feira Quilt & Craft Show.
 
O patchwork e artes afins deixaram de ser apenas hobbies e passaram a contribuir para os bons índices econômicos do País. Uma pesquisa, não oficial, realizada junto aos expositores do 2° Quilt & Craft Show, apontou um crescimento de 20% no segmento, na Região Sul, em comparação com o ano passado. Apesar disso, a alta demanda sofre com a escassez da produção industrial interna. “O mercado do patchwork e outras técnicas de arte com tecido, cresceu rapidamente e as indústrias brasileiras não conseguiram acompanhar esse ritmo. Para atender à demanda, é necessário importar produtos estrangeiros”, declarou Emilia Aoki.
 
A formalização dos pequenos artesãos, neste sentido, não só beneficiaria o empreendedor, mas aqueceria a produção de insumos em larga escala. “Sair da informalidade é importante para o pequeno empresário, pois facilita a aquisição de matérias-primas, no atacado, e desenvolve a própria indústria, aumentando o número de fornecedores”, afirma Aoki.
 
Mudança de planos
 
Foi seguindo por outros caminhos que a empresária Eliane Castelan deixou o sonho primário de ser enfermeira para consagrar-se como artista na técnica do patchwork. Após um período de cinco anos, morando na França, Eliane conheceu as artes manuais e desenvolveu suas habilidades. “Em 1988, fui morar na França e passei a ter aulas de patchwork, uma atividade que, desde então, faz parte da minha vida e é a minha principal fonte de renda”.
 
Ao regressar para o Brasil, a empresária, informalmente, ministrou aulas e comercializou seus produtos por um longo período. No entanto, há sete anos, ela abriu sua própria empresa e, hoje, gera emprego para 14 pessoas, direta e indiretamente. “A partir do momento que formalizei meu negócio, tive um retorno significativo nas vendas e na captação de alunos e pude ampliar meu quadro de colaboradores. Sei que não posso parar porque outras pessoas dependem desse trabalho”, conclui.
 
Para saber mais como formalizar um negócio, o Sebrae manterá um estande durante todo o 2º Quilt & Craft Show, que acontece de 05 a 08 de setembro, no Expo Unimed Curitiba. Mais informações no site: www.quiltshow.com.br.

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