Operação contra pirataria fecha três shoppings e rua no centro de São Paulo

Fonte: Portal R7, 07/06/2011

Os shoppings Korai, Duprat e 25, localizados na rua Barão de Duprat, altura do número 225, região central de São Paulo, continuam fechados para o público desde a noite desta segunda-feira (6). Órgãos estaduais, federais e municipais estão nos locais para fiscalizar que tem com objetivo combater a pirataria e a sonegação fiscal.

Até a tarde desta terça-feira (7), 88 lojas foram vistoriadas e os agentes apreenderam cerca de 100 mil objetos ilegais, que foram colocados em 416 sacos. Entre funcionários e lojistas, foram identificadas e qualificadas 320 pessoas e 18 foram conduzidas pela Polícia Federal. Elas poderão ser notificadas a deixarem o país.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, ainda na operação, coordenada Gabinete de Gestão Integrada de Segurança, três pessoas foram encaminhadas ao 1º Distrito Policial. Duas delas por esconder 1.600 relógios falsificados e 400 celulares sem nota fiscal dentro de um veículo. Já a outra, por comercializar 7.500 unidades de CDs e DVDs piratas.

Além dos três shoppings, a rua Barão de Duprat está fechada pela GCM (Guarda Civil Metropolitana). Os agentes permitem a circulação de comerciantes, funcionários no local. De acordo com a secretaria, ainda não há data para o término da operação e reabertura dos shoppings.

Histórico

No mês de abril, a fiscalização também fechou a galeria Pagé, tradicional centro popular de compras localizado na região da 25 de Março, centro de São Paulo, por dez dias. A operação resultou na apreensão de toneladas de mercadorias piratas e contrabandeadas e, logo depois, a administração municipal anunciou que irá transformar o tradicional centro de compras em um outlet, conjunto de lojas que vendem produtos de grandes marcas direto de fábrica.

Apesar de a medida ter sido anunciada pela prefeitura como uma grande ação de combate ao comércio ilegal, para especialistas ouvidos pelo R7 o combate ao contrabando seria mais efetivo se deixasse de atuar nos locais de varejo.

Segundo estudiosos de segurança e assuntos sociais, medidas repressivas contra os pontos de contrabando e pirataria fazem apenas com que o comércio ilegal simplesmente migre para outro ponto.

 

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