Operação fecha 20 farmácias e apreende meia tonelada de medicamentos

Por ETCO

Fonte: Diário de Pernambuco Online – Recife/PE – 09/12/2009

A Polícia Federal (PF) em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) e da Vigilância Sanitária de Caruaru (Visa) interditou ontem 20 farmácias flagradas comercializando medicamentos de forma irregular ou armazenandos as drogas em locais inapropriados.

O total de remédios  recolhidos chega a pesar meia tonelada.
Oito pessoas encontradas nos estabelecimentos foram detidas para a formalização dos procedimentos de polícia judiciária e, dependendo do caso, serão autuados em flagrante por falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e sem registro no órgão de vigilância sanitária ou adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária. A pena é de 10 a 15 anos de prisão. Eles também podem ser autaudos por tráfico de drogas, uma vez que determinadas substâncias podem causar dependência física ou psíquica (pena de cinco a 15 anos) e por contrabando (reclusão de um a quatro anos). Os suspeitos serão encaminhados para a Penitenciária Juiz Plácido de Souza e para a Colônia Penal Feminina de Buíque onde ficarão à disposição das Justiças Estadual e Federal.



Os remédios foram levados para a Delegacia de Polícia Federal. Já os proprietários dos estabelecimentos, que foram interditados por 90 dias e podem ter as suas atividades canceladas definitivamente, pagarão multas que variam de R$ 1.500 a R$ 1.500,000.



A operação, denominada antipirético, em alusão à droga usada para combater a febre, teve início com as investigações que vêm sendo realizadas há três meses. Várias denúncias apontavam para irregularidades na venda de medicamentos falsificados de Viagra, Cialis, utilizados para disfunção erétil; importação proibida de Pramil e Eroxil, vindos do Paraguai e Bolívia e que têm a venda proibida no Brasil e de medicamentos controlados sem registro em livro próprio e vendidos de forma paralela sem receita médica, além de furto de roubo de carga e estocagem inapropriada.

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR