Pirataria, um negócio da China
O Globo, 29/01/2005
A pirataria na China ? país onde se copia de tudo, de automóveis ao guaraná brasileiro ? também atinge duramente o setor editorial. De acordo com Gilberto Scofield Jr., correspondente do GLOBO em Pequim, a maior rede de livrarias da China, a estatal Xinhua, decidiu dar um golpe na pirataria com a redução geral nos preços dos livros de 20%. O preço médio dos livros na China é 25 yuans, ou US$3,04.
A rede vende mais de 200 mil títulos, faturou no ano passado 300 milhões de yuans (US$36,2 milhões) e possui o monopólio da venda de livros didáticos dos ensinos básico e médio. No entanto, segundo o gerente-geral da Xinhua, Li Bing, muitas livrarias privadas no país também já sentem o impacto da pirataria, com a queda das vendas. Os camelôs vendem livros nas esquinas de Pequim por 10 yuans. No Brasil, onde o livro é caríssimo se comparado ao poder aquisitivo da população, a tecnologia de pirataria dos livros ainda não está tão difundida.
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