Polícia apreende cigarro falsificado em Belém

Fonte: O Liberal – Belém/PA – 14/12/2010

A Polícia Civil apreendeu 12.500 carteiras de cigarro falsificado na manhã de ontem, no bairro da Cidade Velha. Uma ligação anônima fez policiais da Polícia Interestadual (Polinter), da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) chegar até uma casa onde o contrabando foi encontrado. O dono da carga não foi encontrado e as três pessoas que moram no imóvel onde o cigarro estava foram ouvidas e liberadas em seguida.

Ao receber a denúncia, o delegado titular da Polinter, Albertino Santos Filho, enviou uma equipe de três investigadores ao endereço apontado, na Avenida Bernardo Sayão. Lá, o dono da casa não se opôs ao trabalho da polícia e explicou que as caixas de cigarro eram de um conhecido seu, também morador do trecho da Bernardo Sayão que corta o bairro da Cidade Velha.

O morador conta que, por volta das 2h30 de ontem, um conhecido de nome João pediu para que guardasse na casa dele 25 caixas, porque naquele horário não conseguiria mais um veículo grande que transportasse tudo de uma vez. João disse que voltaria de manhã para pegar a carga e o morador aceitou.

Antes que João voltasse, os investigadores Marçal, Aldemar e Saul foram ao local e viram que se tratava de cigarro falsificado. “O morador nem se preocupou em saber o que tinha dentro das caixas, mas supôs ser cigarro por causa do cheiro”, diz o delegado. “Ele disse que o tal de João é um cara baixo, branco e com mais ou menos 50 anos. Ainda não encontramos ele”, afirma.

A carga e os três moradores da casa foram levados à Dioe. O material ficou apreendido para que o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves ateste se o cigarro é falsificado, comparando-o com maços originais. Já os três foram apenas ouvidos, sem serem autuados pois não havia flagrante.

Durante os 30 dias do inquérito, tombado com base em lei de crimes tributários, econômicos e de relações de consumo (lei 8.137/90), o proprietário da carga poderá reaver o material se apresentar nota fiscal. Porém, pelas evidências de falsificação, diz o delegado, o mais provável é que a Justiça mande o cigarro ser incinerado após a perícia.

 

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