Posto no quilômetro 68 da Castello vendia combustíveis roubados

Por ETCO
06/03/2010

Fonte: Cruzeiro do Sul – Sorocaba/SP – 06/03/2010

O posto Doninha, no quilômetro 68 da rodovia Castello Branco (SP-280), vendia combustíveis roubados, apurou a Polícia Civil de Mairinque. Tanques clandestinos guardavam biodiesel e gasolina de aviação, roubados de dois caminhões da transportadora Dalçóquio, no interior de São Paulo. O dono do posto, João Mauro de Toledo Piza, será indiciado por receptação dolosa, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Ele não estava no posto no dia da apreensão, quinta-feira, e até ontem não havia se apresentado à polícia, segundo o delegado Alexandre Cassola.

Um dos caminhões, carregado com 44 mil litros de biodiesel, foi roubado num posto de Boituva, onde o motorista parou para descansar, na madrugada de quinta-feira. Três homens o renderam, saíram do posto e pararam num ponto da rodovia. O motorista ficou quatro horas sendo vigiado por dois dos assaltantes, numa área de mata próxima da Castello.


O rastreamento por satélite registrou que o caminhão parou por 50 minutos no posto em Mairinque, ainda de madrugada. Nesse tempo o biodiesel foi descarregado. A partir de informações passadas pela transportadora à polícia, Cassola e mais policiais foram ao local verificar. Interrogaram dez funcionários e descobriram que tanques clandestinos continham o biodiesel e mais 45 mil litros de gasolina de aviação, roubados de outro caminhão da transportadora.


O delegado acionou a Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas não havia fiscais disponíveis. Perito da Polícia Científica foi então chamado, colheu amostras para análise e um funcionário especializado da transportadora emitiu laudo provisório que constatou ser biodiesel e gasolina de aviação. Além disso, explica Cassola, o motorista roubado em Boituva identificou uma mangueira esquecida no posto depois do descarregamento.


O caminhão bitrem (duas carretas) que transportava biodiesel foi abandonado na rua Joaquim Machado, bairro Aparecidinha. Os 44 mil litros do combustível eram guardados num tanque clandestino, debaixo do jardim do posto, ao lado do estacionamento. A vegetação do jardim camuflava os respiros do tanque. Os funcionários não apontaram o gerente do posto ou o responsável pelo recebimento dos combustíveis roubados. Eles, porém, confirmaram o nome do dono, também mencionado nos depósitos bancários recolhidos no escritório.


De acordo com o delegado, o biodiesel nem a gasolina de aviação podem ser vendidos em postos. O biodiesel é distribuído no varejo já misturado ao diesel. A transportadora recuperou os combustíveis, cujo bombeamento de volta aos caminhões começou a ser feito às 13h de ontem. A descoberta do esquema de receptação deve render desdobramentos e novas investigações pela Polícia Civil.

Cocaína


A Polícia Federal prendeu quatro pessoas e apreendeu 53 quilos de cocaína na manhã de ontem, durante a operação em postos de combustíveis na altura do km 38 da Castello, sentido São Paulo. Os agentes identificaram dois veículos, ambos com placas do Paraná, e num deles foram encontrados fundos falsos com tabletes da droga. No outro havia um pedaço de papel contendo indicações sobre onde estava a cocaína. A PF desconfia que os ocupantes faziam o papel de batedores – viajavam na frente para avisar o outro veículo sobre fiscalizações policiais. O destinatário da droga era um paraguaio, encontrado num hotel no centro de São Paulo. Os presos foram indiciados por tráfico de drogas, cuja pena varia de cinco a 15 anos de reclusão. (com AE)