Remédios vão ter lacre para evitar falsificações

Por ETCO
04/11/2009

Fonte: Mogi News – SP – 04/11/2009

 Todos os medicamentos vendidos no Brasil vão ganhar um sistema de segurança contra falsificações. A nova tecnologia, implantada nas embalagens, permitirá rastrear os locais por onde os remédios passaram até chegar às mãos do consumidor. Na opinião de profissionais do setor do Alto Tietê, as novas regras vão auxiliar na segurança da comercialização dos medicamentos. A medida deve entrar em vigor em janeiro do ano que vem, porém, ainda não foi estabelecido como a consulta sobre a autenticidade do produto será feita.

Para o farmacêutico Lincoln Taronaru, que atua na região, o novo sistema sugerido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai auxiliar tanto os clientes quanto os donos dos estabelecimentos. “Será um meio mais seguro para se entrar em contato com a distribuidora, caso haja algum medicamento fora do prazo de validade ou com alguma suspeita de falsificação”, afirma Taronaru.

Segundo ele, é difícil haver qualquer tipo de reclamação sobre os remédios, mas é sempre bom manter a qualidade dos produtos. “Até hoje, não tive problema neste sentido, mas, quando o cliente desejava saber qualquer tipo de informações extra sobre o medicamento, o acesso era mais difícil. Com a nova lei, o caminho poderá ser facilitado”, explica o farmacêutico.

A nova medida, de acordo com Taronaru, auxilia não só o contato com a distribuidora e o fabricante, mas também proporciona uma maior segurança sobre o que se está comprando. “Com a nova medida, a falsificação dos medicamentos será dificultada, já que será necessário um desprendimento maior de tecnologia para isso”.

Os medicamentos


O novo sistema será parecido com o que já é utilizado pelas redes de supermercados, que permite catalogar frutas e verduras por meio do Registro Geral (RG). Isso facilita ao consumidor checar informações sobre a produção.

Na área da saúde, todas as embalagens deverão sair das fábricas com uma identificação.


Já a partir de 2012, a Anvisa avisou que o sistema também identificará o médico que receitou o remédio e o paciente que o comprou, mas que haverá um sistema seguro para garantir o sigilo das informações que forem registradas.