Smic destrói mais de 24 mil itens piratas

Por ETCO
05/07/2010

Fonte: Correio do Povo – Porto Alegre/RS – 05/07/2010



Panfletos de propagandas confiscados em blitze desde junho de 2008 estavam entre o material inutilizado

Os fiscais da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) destruíram mais de 24 mil carteiras de cigarro e álbuns de fotografia oriundos da pirataria na manhã desta segunda-feira. Os produtos foram inutilizados em unidade do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), na Lomba do Pinheiro, zona Leste de Porto Alegre. Entre o material destruído estavam milhares de panfletos de propagandas confiscados em blitze na área central e em bairros da cidade desde junho de 2008. “O contrabando ilegal e a pirataria parecem não ter fim”, comentou o coordenador de Fiscalização e Licenciamento da Área de Ambulantes da Smic, Walter Souza Corrêa. Lembrou que, há menos de 30 dias, foram danificados mais de 80 mil DVDs e CDs piratas, além de 5,6 mil óculos. “Depois disso, em 25 dias, apreendemos mais de 10 mil CDs e DVDs e 600 óculos em ações desenvolvidas no Centro e na avenida Assis Brasil”, salientou.

As operações contra os ambulantes ilegais, que atuam na clandestinidade, têm sido frequentes. Apesar da efetividade do trabalho desenvolvido diariamente, Corrêa acredita que se houvesse um incremento no quadro de fiscais, os resultados seriam ainda mais produtivos. Dos 40 fiscais sob sua coordenação, apenas 24 atuam diretamente no combate à clandestinidade e à pirataria. Os demais atuam no controle do depósito onde são armazenadas as mercadorias apreendidas e na fiscalização das feiras e dos hortos frutigranjeiros. O trabalho seria menos exaustivo e ainda mais eficiente se Corrêa tivesse uma centena de fiscais à sua disposição.


“O que nos favorece é o convênio com o 9º BPM, que disponibiliza cerca de 20 PMs para nos acompanhar nas blitze desenvolvidas na área central”, frisou. Já nos bairros, embora não existam parcerias formalizadas, os comandantes das demais unidades vinculadas ao Comando de Policiamento da Capital (CPC) também apoiam os fiscais de maneira espontânea. Corrêa faz um apelo à sociedade no sentido de que evite de comprar produtos falsificados. “Agindo desta forma, os consumidores acabam por incentivar a pirataria”, assinalou.


Corrêa revelou que um grupo formado por dez homens vem lesando pessoas na rua Voluntários da Pátria, no trecho entre as ruas Senhor dos Passos e Pinto Bandeira. Eles comercializam CDs e DVs de lançamentos da música e do cinema, por preços variados. Os clientes, porém, acabam levando para casa nada além de um CD ou de um DVD virgem. “E quando vão reclamar normalmente não encontram o ambulante que comercializou o produto e, se o localizam, acabam convencidos de que seus equipamentos apresentam problemas de leitura”, esclareceu.


Ele lamentou que muitas pessoas que, mesmo conscientes dos impactos na economia brasileira, preferem comprar produtos piratas por ter preço mais acessível. De acordo com a Interpol (International Criminal Police Organization), o Brasil movimenta entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões com o comércio pirata. Já o Ministério da Justiça projeta que, por conta da pirataria, o Brasil deixa de criar dois milhões de empregos formais por ano.


Fonte: Luciamem Winck/Correio do Povo