Um exemplo de eficiência

Por ETCO
28/08/2009

Fonte: Zero Hora – RS – VIVER – 28/08/2009

Com a ajuda da tecnologia de comunicação e informação disponível, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está desfazendo a imagem antiga de um órgão público moroso e desorganizado, que cobra mal, fiscaliza mal e presta mau serviço na hora em que o segurado a ele recorre para qualquer benefício. Conquistas administrativas e gerenciais recentes – alicerçadas nos sistemas computadorizados e, certamente, em reciclagens funcionais – permitem, por exemplo, que as aposentadorias sejam deferidas em alguns minutos, com dia e hora agendados, ou que o próprio INSS alerte os trabalhadores quando sua aposentadoria já pode ser solicitada. Neste sentido, o instituto liberou nesta semana mais um lote de correspondências avisando mais de 1,3 mil trabalhadores urbanos de que adquiriram condições de pleitear esse benefício.

Trata-se de um avanço que engrandece o sistema de seguro social estabelecido no Brasil, mesmo que tal eficiência não se verifique ainda em todas as áreas, nem abranja toda a estrutura de um organismo que gerencia 11 distintos benefícios, que vão das aposentadorias às pensões por morte, do salário-família ao auxílio-acidente e ao auxílio-doença, entre outros. Cada um deles exige uma estruturação administrativa complexa e uma fiscalização adequada, tanto para que os cidadãos sejam atendidos com qualidade quanto para evitar que aproveitadores fraudem o sistema e prejudiquem seus beneficiários.

A eficiência mostrada nessa área da Previdência Social – e em algumas outras agências de serviço público – precisa ser considerada como um exemplo a ser seguido. A burocracia pública, que tem sido alvo histórico de ajustadas críticas e às vezes de generalizações indevidas, merece o destaque positivo sempre que, como no caso das aposentadorias, consegue vencer a inércia e a ineficiência e produz resultados que a sociedade não pode deixar de elogiar. No caso específico da Previdência, que engloba e gerencia aquele que é o maior fator individual do déficit das contas públicas brasileiras, a qualidade do serviço se impõe como um dever.