ETCO discute transparência e ética em congresso de Live Marketing

Para Roberto Abdenur, a ética precisa ser incluída como um valor central nos negócios das empresas


Com o objetivo de ampliar os espaços para a discussão sobre a defesa da ética concorrencial, o Presidente Executivo do ETCO, Roberto Abdenur, aceitou convite para ser um dos palestrantes do 1º Congresso Brasileiro de Live Marketing, promovido pela Associação de Marketing Promocional (Ampro) nos dias 29 e 30 de julho, em São Paulo.

O evento teve como objetivo promover o debate sobre os temas relevantes que envolvem agências, clientes, fornecedores e toda a cadeia produtiva do Live Marketing, conceito que valoriza a experiência ao vivo de uma marca.

Em sua apresentação, Abdenur salientou que a ética precisa ser um valor central nos negócios das empresas, tanto diante do público interno como dos clientes e dos fornecedores. “Incluir a ética como um valor da empresa, entretanto, não a autoriza a usá-la apenas como uma ferramenta de marketing. A ética deve ser um compromisso real da empresa.”

Ele lembrou que o processo de construção da reputação de uma empresa é longo e isso inclui comportamento ético, responsabilidade social e sensibilidade ambiental.

O Presidente Executivo do ETCO apresentou pesquisa que mostra a complexidade do sistema tributário, a impunidade e a corrupção como principais obstáculos a serem superados para o estabelecimento de maior ética no ambiente de negócios. Abdenur lembrou que, no Senado Federal, mais de 20 senadores têm processos na Justiça, enquanto na Câmara dos Deputados o número passa de 100. “A crescente indignação com a corrupção ocorre em uma etapa caracterizada por importantes avanços nas leis e instituições voltadas a combatê-la”, afirmou Abdenur, citando, entre outras medidas, a aprovação da Lei Anticorrupção.

Os representantes de Live Marketing que participaram do painel seguinte à apresentação de Abdenur concordaram que é impossível tornar esse mercado sólido e confiável se as empresas não agirem de maneira ética com clientes e fornecedores, e também entre si.

“O elemento novo (nos negócios) é a transparência. Algumas empresas ainda praticam a ideia de que nos negócios sempre um ganha e outro perde. Mas todos podem ganhar”, afirmou a editora-chefe do jornal Meio&Mensagem, Regina Augusto, que concluiu dizendo que “é possível uma relação sustentável entre cliente e empresa.”

O diretor de Marketing do Itaú, Fernando Chacon, destacou que a transparência deixou de ser importante apenas para o público. “A gente quer uma relação de transparência também com os fornecedores”, explicou.

Já a diretora de Marketing da Johnson&Johnson, Andréia Bó, afirmou que a empresa tem uma relação de sustentabilidade com as agências, ou seja, seus fornecedores. “Para nós, a transparência é o que rege o processo de escolha de um parceiro.”

Para Marcelo Heidrich, da agência Ponto de Criação, é preciso trabalhar com transparência e credibilidade. “Este é o momento de discutir novas relações, não podemos ficar mal entre nós porque estamos indo muito bem”, afirmou, referindo-se à necessidade de união entre as agências para a busca de um objetivo comum: negócios éticos, onde todos sejam vencedores.

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