Três perguntas para Edson Luiz Vismona

O Presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP) e do Instituto Brasil Legal fala sobre pirataria nesta entrevista.

1. O que atrai o brasileiro para o consumo de produtos piratas?
O preço mais baixo, que é alcançado pela sonegação, pela falta de qualidade e o não reconhecimento de direitos. A questão que deve ser salientada é que essa vantagem é ilusória, pois esses produtos ilegais afetam a saúde e a segurança dos consumidores e, pela pouca durabilidade, acabam por deteriorar qualquer vantagem. Vale a famosa expressão: “o barato sai caro”.

2. Como o senhor vê as medidas de combate à pirataria na Copa do Mundo?
É necessário intensificar as ações coordenadas do poder público, desde as nossas fronteiras, portos e aeroportos até os pontos de venda nas cidades. Com certeza, os operadores da ilegalidade não vão perder a oportunidade de ganhar com a Copa do Mundo. Precisamos nos articular em todas as áreas (educacional, econômica e repressiva).

3. O Brasil está avançando no combate à pirataria em medicamentos? O que precisa ser feito?
Existem iniciativas voltadas para o aperfeiçoamento da identificação e rastreabilidade dos medicamentos, porém devemos acelerar essas ações e ampliar o necessário poder de fiscalização. Diminuir sempre o espaço da ação criminosa.

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