TCU coordena encontro sobre combate aos crimes de fronteiras

BRASÍLIA RECEBE ENCONTRO DE MONITORAMENTO: GOVERNANÇA PARA FRONTEIRAS PARA DISCUTIR POLÍTICAS DE FRONTEIRAS. FOTO: TCU

BRASÍLIA RECEBE ENCONTRO DE MONITORAMENTO: GOVERNANÇA PARA FRONTEIRAS PARA DISCUTIR POLÍTICAS DE FRONTEIRAS. FOTO: TCU

Entre os assuntos discutidos estão possíveis ações de combate aos crimes na fronteira do país.

O seminário Encontro de Monitoramento: Governança para Fronteiras aconteceu ontem (26) em Brasília e o os presentes discutiram o aprimoramento da institucionalização das políticas públicas direcionadas às fronteiras. Um dos destaques foi a unificação das ações de combate aos crimes na fronteira do país.

O evento coordenado pelo ministro João Augusto Nardes contou com a presença de políticos e personalidades como o general Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe da Secretaria de Segurança Institucional, e o presidente do Comitê Executivo de Coordenação de Controle de Fronteiras.

Para Etchegoyen, o tráfico de rogas e contrabando são crimes que precisam de muita atenção e cooperação bilateral entre os países da região. O general explicou que existem demográficos enormes, principalmente na região amazônica, e que as Forças Armadas são a única presença nessas áreas mais remotas. O presidente do comitê afirmou que os planos de ação estão sendo aprimorados.

“Um plano bem-sucedido deve considerar a integração entre as áreas de repressão, com cooperação internacional, o uso de tecnologia e inteligência, assim como pessoal qualificado e infraestrutura adequada”, finalizou.

Os 17 mil quilômetros de dimensão demandam uma política de fronteira com estruturas e processos aprimorar de segurança, organização e governança. “Temos o diagnóstico agora precisamos encontrar a solução”, disse o ministro. Ele afirmou que os tribunais de contas de Portugal e Espanha irão se aliar com o TCU brasileiro para discutir governança de fronteiras e processos de auditoria para dar maior eficiência aos esforços dos países.

Coordenador do Movimento Nacional em Defesa do Mercado Legal Brasileiro e presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), Edson Vismona, explicou que combater a ilegalidade faz parte de uma ampla agenda nacional de defesa dos interesses da sociedade.

A deputado Efraim Filho (DEM-PB), presidente da Frente Parlamentar do Combate ao Contrabando, reforçou a nocividade do contrabando e a inibição de sua realização causa aos investimentos. Além de afetar diretamente a economia, financiar o narcotráfico e o crime organizado, gera evasão de divisas, e leva risco à integridade do consumidor. “Combater o contrabando é sim defender a vida. O contrabando é um jogo de perde e perde. Perde a sociedade, perde o consumidor, perde a indústria”, completou o parlamentar.

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