Indústrias criam um instituto para combater pirataria e contrabando

Por ETCO
30/06/2005


Por Mariana Sallowicz, Diário de São Paulo – 30/06/2005



Gigantes da indústria de eletrônicos e informática se organizaram para combater a falsificação e o contrabando. As empresas criaram o Instituto Brasil Legal, que terá como objetivo o combate às práticas ilegais no setor que atuam. Todos os anos, o Brasil deixa de arrecadar R$ 96 bilhões por causa dessas praticas ilegais. Ao todo, são sete companhias que formam o instituto: AMD, Dell, Intel, Microsoft, Panasonic, Phillips e Semp Toshiba.


Entre as principais ações da nova instituição estará a reunião de informações para auxiliar as autoridades na identificação dos distribuidores de produtos piratas e contrabandeados. ?Essas empresas possuem informações, em seus setores comerciais, que podem ajudar na identificação da rota do contrabando?, detalha Edson Luiz Vismona, presidente executivo do Instituto. ?Vamos fornecer dados à Polícia Federal, Receita Federal e ao Judiciário. Temos que descobrir quem alimenta os locais de distribuição?, explica.


O executivo alerta ainda que ao mesmo tempo em que a carga tributária das empresas aumenta, produtos ilícitos ganham espaço. Dados do instituto dão uma dimensão desse problema: oito em cada 10 computadores existentes no país são ilegais, além disso, 64% dos softwares têm origem clandestina. ?Isso ocorre porque eles trazem ao mercado produtos com preços menores, já que não pagam os impostos. Mas quem sai prejudicado é o consumidor, que não tem um produto de qualidade, ou ainda, sem nenhuma garantia?, alerta o presidente.

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