Fórum em Assunção debate segurança, contrabando e terrorismo no Cone Sul

O Paraguai sediou na semana de 14 de janeiro, o 13º Fórum Parlamentar de Inteligência e Segurança. Criado em 2014 pelo então deputado americano Robert Pittenger, o fórum contou com a participação de especialistas e autoridades de diversos países e teve como objetivo discutir questões ligadas à política de inteligência e ameaças à segurança internacional.

Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), destacou a importância da iniciativa do novo governo paraguaio em sediar o evento pela primeira vez. “O Paraguai tem demonstrado enorme interesse em discutir formas de combater as diversas formas de ilegalidade que hoje imperam na região da Tríplice Fronteira” afirma.

Ele também disse que “pelas apresentações de diversos países, inclusive o Brasil, sem cooperação, integração e coordenação entre os países, não será eficaz o combate às organizações criminosas e terroristas transnacionais e à lavagem de dinheiro que ameaçam a segurança pública de todos”. Vismona ressaltou que esses grupos criminosos atualmente se financiam também por meio do mercado ilegal, em especial o contrabando de cigarros. “No Brasil, por exemplo, cigarros contrabandeados do Paraguai já dominam 54% de todo o mercado nacional, e esse comércio é controlado por quadrilhas em todo o país”.

Robert Pittenger falou durante a abertura do evento e afirmou que “A Tríplice Fronteira é uma das áreas mais críticas do mundo, e por muito tempo permitimos que cartéis de drogas e organizações terroristas construíssem e expandissem sua atuação na América do Sul”. Ele disse que isso não pode mais ser tolerado e que os Estados Unidos têm grandes expectativas sobre o futuro da região.

Entre as autoridades paraguaias que participaram do Fórum estavam o ministro da Fazenda, Benigno López; José Cantero Sienra, presidente do Banco Central Paraguaio; Julio Ullón Brizuela, ministro-chefe do Gabinete Civil; María Epifania González, ministra da Secretaria de Prevenção à Lavagem de Dinheiro; e Arnaldo Giuzzio, chefe da Secretaria Nacional Antidrogas, além do advogado argentino Juan Marteau, especialista em crimes financeiros e lavagem internacional de dinheiro.

 

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